sexta-feira, 1 de abril de 2011

Talvez.


Eu sei o que é viver em uma redoma de vidro, ver as pessoas vivendo lá fora.
Ser a que sempre espera as coisas melhorarem, mas é estranho porque essa melhora quase sempre nem é perceptiva.
Quase sempre ela nem existe.

Eu queria, lá dentro do meu interior, buscar olhos que saibam enxergar para fora dessa redoma.
Talvez, um dia alguém me solte dela, ou talvez eu seja capaz de fazer isso com as minhas próprias mãos. Soltar minhas raízes. As raízes que me cravam firmemente ao chão.

Talvez.

Talvez eu seja capaz de fazer isso, ou talvez eu esteja no meu território de conforto e não queira mesmo enxergar o que há de bom lá fora. Talvez eu não queira sair da minha redoma.

Letícia Medeiros

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sobre pedir.


E quando tudo está desmoronando, o que eu peço é apenas paciência.
Por mais um dia. Eu peço paciência.
E é impressionante, ela nunca vem.

Letícia Medeiros

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sobre amores e livros.


O que eles têm em comum?
Eu julgava capas de ambos, pegava pra ler e geralmente perdia meu tempo.

O que eu aprendi com eles?
Que por mais que o livro (ou amor) esteja velho, desgastado ou se a capa não for tão chamativa, o que vale é o que tem dentro.
O relevante é o conteúdo, a essência, o desenrolar da história. Entendeu?
Agora, vê se não esquece disso nunca.

Letícia Medeiros

Sobre o que não te contaram.


Três coisas que nunca irão te dizer, você vai ter que descobrir por conta própria.

- As pessoas mentem.

Então, provavelmente, você não é tão bonito, esperto ou divertido como te dizem.

- O que vale é o que se tem por dentro.

Sua juventude não vai durar pra sempre, sua inteligência vai.

- A vida um dia acaba.

E você não terá nenhum aviso prévio.

Tá esperando o que pra aproveitar?

Letícia Medeiros

domingo, 20 de março de 2011

Sobre erros.


Não sei se é um vício só meu, mas vivo errando. Insistentimente errando.
Erro nas atitudes, nas palavras, nas escolhas.
Erro no amor.
Esse é o que eu erro mais, na verdade. Mas esses são os erros que não posso me esquivar.
Eles são necessários. São os que valem a pena.

Talvez isso seja uma condição humana, ou talvez eu só esteja arranjando uma desculpa.

No fim, para todo erro, "minhas sinceras desculpas."
E quando eu errar, meu Deus, que seja por amor.

Letícia Medeiros

Sobre um coração.


De carne ou de sentimentos?!

É necessário mais do que simples carne para se preencher um coração.
Pode-se até encher, mas ele não estará completo. Você não sabe, mas são coisas completamente diferentes.
É preciso além disso, um misto de sentimentos que fogem de qualquer compreenção.

Então temos duas alternativas.

Ter um coração cheio de carne, veias e artérias. Possivelmente mais forte que qualquer outro, mas não é completo, sempre te falta algo.
Então, temos também um coração cheio de sentimentos, que ama, perdoa.
Não é tão forte, mas por acolher tais sentimentos, tem o poder de restaurar-se, de esquecer que um dia foi machucado.
Veja as opções, escolha um tipo e pegue o teu.

Você que decide, tá?!

Letícia Medeiros

sábado, 19 de março de 2011

Sobre andar.


E quem me perguntar por onde andei, direi apenas que por aí.
Testando novos sentidos, aproveitando outras oportunidades.
E irei de novo, sabe-se lá Deus pra onde. Pra onde me chamarem.
Não sei. Vou andando. Vou olhar o mundo e se ele for bom, te aviso!

Letícia Medeiros