domingo, 20 de março de 2011

Sobre erros.


Não sei se é um vício só meu, mas vivo errando. Insistentimente errando.
Erro nas atitudes, nas palavras, nas escolhas.
Erro no amor.
Esse é o que eu erro mais, na verdade. Mas esses são os erros que não posso me esquivar.
Eles são necessários. São os que valem a pena.

Talvez isso seja uma condição humana, ou talvez eu só esteja arranjando uma desculpa.

No fim, para todo erro, "minhas sinceras desculpas."
E quando eu errar, meu Deus, que seja por amor.

Letícia Medeiros

Sobre um coração.


De carne ou de sentimentos?!

É necessário mais do que simples carne para se preencher um coração.
Pode-se até encher, mas ele não estará completo. Você não sabe, mas são coisas completamente diferentes.
É preciso além disso, um misto de sentimentos que fogem de qualquer compreenção.

Então temos duas alternativas.

Ter um coração cheio de carne, veias e artérias. Possivelmente mais forte que qualquer outro, mas não é completo, sempre te falta algo.
Então, temos também um coração cheio de sentimentos, que ama, perdoa.
Não é tão forte, mas por acolher tais sentimentos, tem o poder de restaurar-se, de esquecer que um dia foi machucado.
Veja as opções, escolha um tipo e pegue o teu.

Você que decide, tá?!

Letícia Medeiros

sábado, 19 de março de 2011

Sobre andar.


E quem me perguntar por onde andei, direi apenas que por aí.
Testando novos sentidos, aproveitando outras oportunidades.
E irei de novo, sabe-se lá Deus pra onde. Pra onde me chamarem.
Não sei. Vou andando. Vou olhar o mundo e se ele for bom, te aviso!

Letícia Medeiros

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sobre a amizade verdadeira. E só.


Na mais pura forma da amizade eu encontro apenas compreensão e carinho.
Amizade, das boas mesmo é quando falo dos meus problemas e sinto que sou ouvida.
é ouvir os teus e nunca me cansar disso.

É saber fazer aquela cara, aquele olhar que te repreende e te deixa mal por cinco minutos.
Que te faz pensar "Onde eu estava com a cabeça?"

É não conseguir ficar com raiva e logo em seguida mostrar que te perdoou, mas que "NUNCA mais faça isso, ouviu mocinha?"

É a que supera as distâncias, as muralhas. Sejam elas reais ou abstratas.

E por fim, é a que divide o próprio coração e sem querer, divide as dores também.

Letícia Medeiros
Para Flora Mariana

sábado, 12 de março de 2011

Deixa eu brincar de ser feliz?


Como diria uma música do Los Hermanos: "Todo carnaval tem seu fim."
E por mais que eu não queira acreditar, o meu não foi diferente.

Depois de quatro dias me divertindo com os amigos, conhecendo pessoas novas e praticamente sem dormir. Voltar a rotina normal é impossível.
E quem é doido de querer sair disso? Quem liga pra dormir?

Carnaval é uma droga que só precisa ser experimentada uma única vez.
E depois só faz te deixar com saudades e ansiando pelo ano que vem.
Mas é aquela saudade gostosa sabe?
E que vem junto com aquele friozinho na barriga
de quem não vê a hora desse ano que tá só começando, por fim acabar.

Letícia Medeiros
Aos foliões

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sobre ser presente.


Essas são as consequências de quem se doa demais.
Ser no mínimo, esquecido.
Afinal, quem vai sentir falta de quem está sempre por perto?
De quem está "sempre a mão".
Seja para dar carinho quando a outra se sente só, ou apenas para aumentar o ego alheio.
O que eu desejo a essas pessoas que estão "sempre por perto" é amor.
Só isso.
Primeiramente amor próprio, para só depois, poder amar outro alguém.

Letícia Medeiros

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre as pessoas.


O Caio fala por mim...

"Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto de vê-las, de estar a seu lado, saber suas tristezas, suas esperas, suas vidas."

Caio Fernando Abreu