terça-feira, 5 de abril de 2011

(...)


"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."

(Clarice Lispector)

(...)


A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.

(Clarice Lispector)

domingo, 3 de abril de 2011

Sobre mim, sobre você.


E eu sempre penso, como o amor é a coisa mais impossível, ou melhor, improvável que pode nos acontecer.
Além de amar uma pessoa, ela deve te amar também.
Isso sempre foi um mistério para mim. E continua piorando mais e mais.
Essa brincadeira de achar a pessoa certa, não pode ser tão simples como dizem.
Como até eu um dia, achei ser. Mas tudo bem.

Agora eu entendo que isso pode ser uma questão de sorte: Uns tem, outros não.
E se for só isso, talvez eu precise comprar um trevo, um pé de coelho ou outra coisa do tipo.
Porque eu sei que uma hora ele simplesmente acontece.
Não sei como, nem porquê, mas acontece.

Letícia Medeiros

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Talvez.


Eu sei o que é viver em uma redoma de vidro, ver as pessoas vivendo lá fora.
Ser a que sempre espera as coisas melhorarem, mas é estranho porque essa melhora quase sempre nem é perceptiva.
Quase sempre ela nem existe.

Eu queria, lá dentro do meu interior, buscar olhos que saibam enxergar para fora dessa redoma.
Talvez, um dia alguém me solte dela, ou talvez eu seja capaz de fazer isso com as minhas próprias mãos. Soltar minhas raízes. As raízes que me cravam firmemente ao chão.

Talvez.

Talvez eu seja capaz de fazer isso, ou talvez eu esteja no meu território de conforto e não queira mesmo enxergar o que há de bom lá fora. Talvez eu não queira sair da minha redoma.

Letícia Medeiros

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sobre pedir.


E quando tudo está desmoronando, o que eu peço é apenas paciência.
Por mais um dia. Eu peço paciência.
E é impressionante, ela nunca vem.

Letícia Medeiros

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sobre amores e livros.


O que eles têm em comum?
Eu julgava capas de ambos, pegava pra ler e geralmente perdia meu tempo.

O que eu aprendi com eles?
Que por mais que o livro (ou amor) esteja velho, desgastado ou se a capa não for tão chamativa, o que vale é o que tem dentro.
O relevante é o conteúdo, a essência, o desenrolar da história. Entendeu?
Agora, vê se não esquece disso nunca.

Letícia Medeiros

Sobre o que não te contaram.


Três coisas que nunca irão te dizer, você vai ter que descobrir por conta própria.

- As pessoas mentem.

Então, provavelmente, você não é tão bonito, esperto ou divertido como te dizem.

- O que vale é o que se tem por dentro.

Sua juventude não vai durar pra sempre, sua inteligência vai.

- A vida um dia acaba.

E você não terá nenhum aviso prévio.

Tá esperando o que pra aproveitar?

Letícia Medeiros